amanhecer na companhia do cerrado, sentir toda sua força espectral,
evocação mítica, sei do volume do bioma meu ar que respiro, cerrado, e sei de todo o meu desapego,
meu intenso ardor, tudo o que me torna força espectral também,
neblina, rumor, o mais sábio dos assombrados vítimas
do desterro, o que nega o destino cruel do desamor :: eu cruzo
com emas, eu passo o ouro de meu tempo com as formigas, eu imito
caracóis e calangos, eu costumo entrar com tudo e de cabeça onde
eu sinto que caberia o meu performativo pensamento, eu
tenho performances acima, à linha, ao fio, ao centro, espalhadas
por tudo, eu já
temha 50 anos e não costumo aliviar meu sorriso de brincadeiro,
decerto vou subir aos céus por meio de tais desatinos, depois de
perder todo o riso estarei pronto para pisar em santificado solo
indígena, seu cemitério que acolhe os meninos bentos, beatos como eu,
filhos do tiradentes, esquartejado, murmurador, impossível, retraído::
Nenhum comentário:
Postar um comentário